Desde os grisalhos tempos, sucessivos governadores têm indicado nomes ´importados´ para gerir a Segurança Pública no Estado do Ceará. Sem desmerecer a qualidade de muitos, pois existem, óbvio, as honrosas exceções, mas tornou-se costumeira a nomeação de secretários de Segurança com origem no respeitado Exército Brasileiro ou dos quadros da valorosa Polícia Federal. Muitos profissionais que atuam no segmento se indagavam: ´Por que?´. Ora, parece razoável concluir que um ´Secretário-Alienígena´ (trazido de alhures) teria considerável dificuldade em conduzir os destinos da (in)segurança local, notadamente quando desconhece até mesmo as mais superficiais características dos bairros da capital, bem assim dos outros 183 municípios do interior.
Ademais, não cultivaram relacionamentos com os integrantes dos quadros da Polícia Civil e Militar, ficando meio que num quarto às escuras. Mas, enfim: por que não se nomear um secretário de Segurança Pública oriundo dos próprios quadros alencarinos?
Bem, o ruidoso silêncio a esta indagação pode ser deduzido de uma expressão proclamada pelo insuperável Rui Barbosa quando asseverou: ´O silêncio possui legendas´. Será que dentre as centenas de policiais cearenses, delegados veteranos, não existam aqueles que mereçam a confiança do chefe do Poder Executivo?
A população cearense precisa se inteirar do desconfortável ambiente existente nos bastidores de nossa estrutura de segurança pública.
É triste assistir o semblante de muitos de nossos policiais sendo censurados pelo atual secretário de Segurança que se posiciona como latifundiário da verdade.
E, o que é pior, essa atmosfera em que o governo opta por ´importar´ nomes, finda por silenciosamente representar um desprestígio aos nossos quadros, abatendo impiedosamente a auto-estima de nosso contingente que possui, sim, gente proficiente para a função.
LEANDRO VASQUES
Advogado e professor Desde os grisalhos tempos, sucessivos governadores têm indicado nomes ´importados´ para gerir a Segurança Pública no Estado do Ceará. Sem desmerecer a qualidade de muitos, pois existem, óbvio, as honrosas exceções, mas tornou-se costumeira a nomeação de secretários de Segurança com origem no respeitado Exército Brasileiro ou dos quadros da valorosa Polícia Federal. Muitos profissionais que atuam no segmento se indagavam: ´Por que?´. Ora, parece razoável concluir que um ´Secretário-Alienígena´ (trazido de alhures) teria considerável dificuldade em conduzir os destinos da (in)segurança local, notadamente quando desconhece até mesmo as mais superficiais características dos bairros da capital, bem assim dos outros 183 municípios do interior.
Ademais, não cultivaram relacionamentos com os integrantes dos quadros da Polícia Civil e Militar, ficando meio que num quarto às escuras. Mas, enfim: por que não se nomear um secretário de Segurança Pública oriundo dos próprios quadros alencarinos?
Bem, o ruidoso silêncio a esta indagação pode ser deduzido de uma expressão proclamada pelo insuperável Rui Barbosa quando asseverou: ´O silêncio possui legendas´. Será que dentre as centenas de policiais cearenses, delegados veteranos, não existam aqueles que mereçam a confiança do chefe do Poder Executivo?
A população cearense precisa se inteirar do desconfortável ambiente existente nos bastidores de nossa estrutura de segurança pública.
É triste assistir o semblante de muitos de nossos policiais sendo censurados pelo atual secretário de Segurança que se posiciona como latifundiário da verdade.
E, o que é pior, essa atmosfera em que o governo opta por ´importar´ nomes, finda por silenciosamente representar um desprestígio aos nossos quadros, abatendo impiedosamente a auto-estima de nosso contingente que possui, sim, gente proficiente para a função.
LEANDRO VASQUES
Advogado e professor
Diário do Nordeste