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O Povo
Violência até quando?
18 de Março de 2010 às 09:50
 
 

A cidade encontra-se enlutada pelo brutal e inaceitável assassinato da jovem empresária Marcela Montenegro que, de tão banal e absurdo entristeceu a todos. De chofre, percebemos que o crime poderia ter sido contra qualquer um de nós. O caso não é isolado e já faz parte da rotina de Fortaleza, onde a violência encontra-se pulverizada em todos os bairros. Os valores se invertem à medida que a classe média sonha com o carro blindado.

A violência, embora faça parte de qualquer sociedade, pode ser reduzida a patamares de aceitabilidade social! Sim, deve-se ir às ruas e cobrar dos três poderes do Estado as providências necessárias para a busca da paz social. O direito à paz, inclusive, é direito fundamental de quinta geração, conforme opinião do jurista professor Paulo Bonavides.

A sociedade deve parar de fingir que tais crimes são normais, pois, do contrário, estaremos reconhecendo para nós mesmos que todos os dias, ao sair de casa, fazemos parte de um verdadeiro jogo de roleta-russa de marginais. Não devemos ter medo deles e sim eles de nós! A discussão é complexa, mas a ação é urgente e se dá com demonstração de força social. É necessário mostrar que não perdemos a capacidade de indignação e que esta deve ser canalizada em iniciativas de cobranças frente ao poder público e pelo engajamento em causas sociais, visando prevenir ou evitar o encrudescimento da marginalidade.

Para os marginais, tolerância zero com leis severas, punição exemplar e atuação policial intensiva e com condições. Concomitantemente, investimento maciço em educação. No futuro, os resultados de uma política de tolerância zero para a marginalidade e de uma população com estudo e politizada, decerto, farão de nossas cidades um lugar melhor de se viver. Nada melhor do que pensar em nossos filhos, agir e vaticinar um mundo mais promissor para as gerações vindouras.


O Povo

 

 
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